terça-feira, 25 de março de 2014

PIOR SEQUENCIA DE CAMPEÕES DO BBB, 12, 13 E 14.

Como poucas CLANESSAs me seguem, minhas palavras têm pouco peso. A decisão errada foi lá trás, das próprias CLANESSAs. Infelizmente sou obrigado a dizer que avisei, aliás, avisamos. Pena que vocês não enxergaram naquele paredão o monstro que o Marcelo poderia se tornar, e se tornou. A rejeição da Clara traduzida nas primeiras enquetes me impressiona. O Brasil é hipócrita. Minha mãe o traduz. Tem pavor da Clara apenas por ela se relacionar com outra mulher, sendo casada com um filho a situação se agrava drasticamente e ainda "fazendo fofoca" é a própria demônia em pessoa. Minha mãe ainda compartilha da opinião de muitos de que a sua relação com a Vanessa é totalmente forçada e estratégia de marketing. 

Infelizmente se as CLANESSAs não conseguem manter a Clara num paredão com o Slim, esqueçam Vanessa campeã. A rejeição de Clara vai acabar escorrendo pro lado da Vanessa. Criaram um monstro chamado Marcelo, um fenômeno meio Bambam, Dhomini e Jean, todo cagado e misturado. Esses três utilizaram-se de vitimização para serem campeões. Marcelo idem. Infelizmente Bones comprou o rapaz que tem sérios distúrbios de personalidade.

A saída da Clara na quinta é melhor para a Vanessa que pode ir para a final com 100% dos votos das CLANESSAs, mas em contrapartida, mostraria que o twitter é o cocô da formiguinha na votação geral e daria indícios de que a torcida CLANESSA não é tão forte quanto parece. Se não tirar o Slim como vencerá o Marcelo em uma possível final? Mesmo que a Vanessa esteja sozinha sem a Clara recebendo todos os votos das CLANESSAs. Sinceramente, me resta assistir e gravar a festa de amanhã, provavelmente meu último dia de PPV deste BBB. As festas de Clara e Vanessa ficarão guardadas por muito tempo nas minhas lembranças.

terça-feira, 4 de março de 2014

PERMITAM-SE DESCOBRINDO SUAS VERDADEIRAS LIBERDADES



A menos de trinta dias para a final do BBB14 uma coisa me aflige. Não me lembro de ter tido esse sentimento nos últimos anos, talvez pela última vez no BBB6. A possibilidade da ausência de Clara ou de Vanessa no meu PPV me causa certa angústia. Essa situação me remete ao BBB6 porque o que me fazia assistir àquela edição eram Roberta e Saullo. Com a saída dele ainda resisti a uma semana de PPV mas após a saída dela abandonei a 6ª edição. Longe desse BBB não ter Clara ou Vanessa na final, acho isso praticamente impossível, pois mesmo que coloquem as duas em um duplo, a que sobreviver ao paredão, dificilmente não chegará à final.

Essas duas carregam esta edição nas costas. O primeiro beijo da casa e o banho nu de Clara deram o tom do BBB14. Um tom libertino sim, de gente que parece que tá cagando pro um milhão e meio de reais e que na verdade quer aproveitar cada minuto que esteja naquela casa. E isso não deixa de ser talvez uma das melhores forma de ir buscar esse milhão e meio. Ledo engano de quem pensa que não. Já fizemos alguns campeões assim. Esses campeões normalmente são mais divertidos, conseguem me entreter mais do que o candidato que passa três meses trancado em seus sentimentos e medindo cada uma de suas atitudes.

'Tempos Modernos' nos diz mais ou menos isso. Deveria ser o hino de qualquer reality show de confinamento e convivência, e não da 14ª edição do BBB apenas. Clara e Vanessa parecem as próprias autoras e proclamam em atitude cada trecho desta canção. Se não têm deveriam tatuar em seus corpos 'vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir', pois é esse o sentimento que elas exalam a cada minuto que estão naquela casa.

A contra-partida vem na mesma proporção da entrega de Clara e Vanessa. O número impressionante de jovens e não tão jovens que se identificam com Clanessa aumenta a cada dia. Milhares de perfis de FCs explodem no Twitter. Gente que vive da mesma forma ou que ao menos tenta viver, mesmo que as vezes estejam rodeadas de hipocrisia e ainda dependentes de uma falsa tolerância para sobreviverem. Gente que almeja 'um novo começo de era' mas que aguarda pacientemente este momento que para muitos ainda não chegou.

Enquanto isso, a edição do programa tem tratado razoavelmente bem essa 'liberdade'. Não enaltece é verdade, mas também não condena. Sem construção de estorinha e personagens com direito a trilha sonora Clara e Vanessa vão construindo a sua verdadeira história, e nós que somos os verdadeiros espectadores conseguimos acompanhar e nos emocionar. Quando digo 'nós' e 'verdadeiros espectadores' é porque são nessas gurias que criam milhares FCs que estas duas 'libertinas' irão se apoiar quado saírem daquela casa. O público do sofá ajuda, precisamos dele para vencer certos paredões, mas aqui fora ele esquece em pouquíssimo tempo em quem votaram a favor. O verdadeiro acalento virá dessas gurias que passam a madrugada acompanhando o PPV, que juram de 'morte' os desafetos e quem ousa interferir no amor de Clanessa.

Aproveito o ensejo para dizer que incondicionalmente não abandonem Clara e Vanessa naquela casa. Supostos erros podem ainda acontecer. Slim e Cássio cercam Vanessa incessantemente. A depender de quanto sólida a relação das duas estiver nesses momentos de chegada do Slim algo pode acontecer. Vanessa é frágil por dentro daquela casca, clama por uma relação onde o after BBB não fosse tão agoniante. Slim é sorrateiro e vai vendo a oportunidade de chegar nos pontos fracos de Vanessa. Cássio corre por fora, não tem chances com Vanessa mas também pode contribuir para atitudes dela que podem ser mal interpretadas.

É isso. Só posts sobre Clara e Vanessa porque é só elas que consigo enxergar nesse BBB.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

OBRIGADO, CLARA E VANESSA



Não está fácil muito comentar sobre este BBB. Pouca coisa acontece, quase nada. Não existe lado tampouco confronto. Restam as festas, que para mim sempre foram termômetro e combustível para as edições. A partir delas que eu avaliava quem de fato estava ali para preencher a cota ou fazer valer os dias de exposição.

Nos primórdios do BBB, em 2004, tivemos uma participante chamada Juliana Lopes, os fortes lembrarão e entenderão. Juliana tinha o perfil completamente diferente de Clara, patricinha assumida do Distrito Federal, havia passado uns tempos morando nos EUA (a única coincidência em relação à Clara). Esse período fora fortaleceu seu conhecimento musical e principalmente a pronúncia perfeita do inglês. Juliana se entregou como poucos participantes na história do BBB. Na primeira semana arranjou uma briga homérica com a boxeadora Tatiana e foi direto ao paredão com os votos da casa contra a própria. Voltou e teve uma trajetória até semi-final do programa recheada de fortes emoções, principalmente envolvendo seu ficante da vez, o lutador Marcelo Dourado.

Nas festas é que Clara mais me lembra a Juliana. O gosto pelas músicas, a cantoria perfeita em inglês e a capacidade de curtir as quartas e sábados até o início do dia seguinte fazem eu me apaixonar cada vez mais por essa paulistana de 25 anos. Ao que percebo não estou sozinho. Os perfis no twitter em prol de Clara e Vanessa se proliferam em uma velocidade poucas vezes vista em um reality show. As duas conseguiram arregimentar uma torcida de uma dedicação ímpar. Os dois paredões de Vanessa onde ela perdia de lavada nas enquetes e acabou ficando são prova disso. Clarinha vai seguindo em frente e construindo uma história cheia de marcos para a TV brasileira. O banho nua em pelo e a história de amor com Vanessa são inéditos nos 14 anos de BBB.

De quebra Clarinha ainda tem tatuada na panturrilha da perna a capa de 'Use Your Illusion II', simplesmente o álbum mais marcante de toda a minha vida. Ouçam 'Estranged', 'So Fine' e 'Don't Cry' e entenderão. Suas performances a cada execução de 'Sweet Child O' Mine' são de fazer chorar. A guria canta com o fundo da alma, na mesma proporção de sua entrega dentro daquela casa. São esses participantes que me fazem virar as madrugadas de olhos abertos e me abster de uma vida social normal por quase três meses há 12 anos quando assinei meu primeiro PPV.

Por enquanto só tenho a agradecer a Clara e Vanessa que têm me proporcionado os únicos momentos emocionantes desta edição. Tenho esperança que Clara chegue a essa final e que rompa definitivamente com todo e qualquer preconceito às pessoas que vivem intensamente suas vidas, sem se preocupar com opiniões alheias e buscando apenas serem felizes.

domingo, 19 de janeiro de 2014

PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UM BBB QUE VEIO PRA FICAR


Finalmente ontem consegui para algumas horas para assistir ao PPV. Não começo uma edição tão alheio ao que se passa há muitos anos. Ainda nem decorei o nome da rapaziada. Mas a partir de ontem alguns colocaram seus nomes não só na minha mente mas na história do BBB. Dirão uns que daqui a 4 meses ninguém vai lembra dos beijaços entre Clara e Vanessa e que o banho nu a pelo também será esquecido e que ainda denigrirá a imagem da participante. Nós que somos espectadores assíduos sabemos que o que aconteceu ontem fica para a história dos realities shows brasileiros.

Clara e Vanessa ontem conseguiram fazer o que milhares de gurias têm vontade de fazer mas medo de dizer. Isso não tem preço. Assumir essa responsabilidade trás o ônus de ser julgada pela sociedade hipócrita brasileira. Mas em contrapartida Clara e Vanessa conseguiram atingir a um público fiel que nunca mais as deixarão. Clara ainda encerrou a noite de forma mais apoteótica ainda. O banho nu e a forma espontânea com que ele se deu me fez ficar ainda mais apaixonado por essa guria de 25 anos.

Clara, Letícia e Amanda despontam como as possíveis protagonistas desta edição. Nos resta rezar para que deixem que elas consigam construir suas próprias histórias dentro do reality show e que não as construam por elas. Os criativos editores do BBB normalmente o fazem. Espero que a virada histórica que a Andressa Ganacin conseguiu perante a desconstrução gratuita de sua imagem tenha servido de lição à produção do programa. Estorinhas e esquetes são bem vindas à edição, sabemos que elas virão mas precisam ter ao menos inspiração na verdade que acontece naquela casa.

Como falou o parceiro Rafa no seu perfil no twitter, o meu muito obrigado a Diego, Fran, Letícia, Cássio e Amanda que enceraram a festa, aliás, foram expulso dela lá pelas 8 da manhã. Vocês já fizeram valer o valor pago pelo PPV neste ano.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

YES, NÓS GOSTAMOS DE NOVELA


Essa é a primeira vez que acompanho um pouco da Fazenda. Nunca consegui acompanhar realities shows que não disponibilizam um 24 horas ao vivo que preste. E a Fazenda não é diferente. A opção por disponibilizar o 'ao vivo' no site ao invés de cobrar por isso dá uma confortável posição a quem o faz de fazer sempre um serviço porco e mal feito, como de fato é. A edição de imagem e som do 'ao vivo' é péssima, somos obrigados a acompanhar cenas insignificantes enquanto discussões homéricas podem estar acontecendo. Só a edição do programa a noite que dá o benefício de acompanharmos de fato o que acontece com razoável qualidade de imagem e som, e ainda assim, peca em não legendar determinados trechos inaudíveis.

Enfim, acompanhar esses dias da Fazenda serviu em muito para eu dar valor à equipe que faz o Big Brother Brasil. A qualidade da produção e edição não tem comparação. Mas vamos ao que de fato nos trouxe aqui:

Além da questão da indisponibilidade de PPV da Fazenda, outro fator que me afastava desse reality era diferença que eu percebia na torcida que votava nas eliminações. Os critérios para avaliação e permanência dos participantes normalmente eram muito diferentes dos que normalmente eu usava. Isso, obviamente, fazia com que os competidores que fossem eliminados muitas vezes tivessem qualidades que por mim seriam suficientes para que permanecessem, porém, ao invés disso, os 'rejeitados' do público da Fazenda eram justamente esses.

Mas vamos de Luciana Schievano. Não há Cristo que me faça votar a favor da permanência dessa cidadã. Não há entretenimento que me faça sacrificar mais ainda a vida dos confinados em troca de algumas frase de efeito e alguns barracos que essa moça possa proporcionar. O exercício da empatia por essas pessoas que estão lá me impede de votar a favor da permanência da Luciana. Mas acho engraçado como temos vários 'intelectuais' de reality show que julgam esse tipo de opção. Li  ontem a noite por exemplo o seguinte tweet da @alesie (renomada jornalista que escreve e fala de reality há anos): "cês não gostam de reality, cês gostam de novela." Ela estava questionando o fato da Luciana Schievano estar abaixo nas pesquisas para permanecer na casa, julgando que a opção melhor seria deixar a louca e desequilibrada no lugar da Aryane. Cada um faz o julgamento com os valores que aprendeu na vida. Não sou partidário de 'plantas' nos realities, nunca fui, mas a Schievano extrapolou todo e qualquer limite de convivência humana. Fazendo ou não um personagem (como a própria Ale Siedschlag cogitou no Domingo Espetacular da Rede Record).

Acho que a Aryane pode ainda desabrochar. A história do ex é muito mal contada. Muita coisa deve rolar ainda. Por enquanto, ela não fez nada que a fizesse perder o direito de estar ali. Pelo contrário. Já teve um estrago grande em sua imagem e o 'marido' traído é daquele tipo de corno vingativo, o que piorou ainda mais sua situação aqui fora. Acredito que ela mereça mais algumas semanas lá dentro para ao menos ter a oportunidade de reverter a rejeição gratuita que muitos têm por ela. Foi assim com a Bárbara Evans. A pequena entrou no confinamento com uma rejeição altíssima. Fruto de uma intolerância gratuita e de muita gente que transferiu a antipatia pela Monique diretamente para ela sem ao menos conhecer a sua voz. Em poucos dias o cenário se transformou e a Bárbara de odiada passou a ser uma das favoritas ao prêmio.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

UM POUCO DA HISTÓRIA ANTES DO BIG BROTHER BRASIL 13



Algo aconteceu nesses 13 dias que ficamos ausentes por aqui. Na verdade, o que aconteceu foi o resultado de tudo que foi construído ao longo de 12 anos de amadurecimento de todos nós. A não obrigatoriedade de cumprimento de uma jornada de trabalho diária de oito horas nos últimos quinze dias tem me feito avaliar bastante o impacto de cada uma de nossas intervenções no resultado final de um programa produzido por uma das maiores emissoras de TV do mundo e assistido por centenas de milhões de espectadores desde 2002.

Nos primórdios do reality show brasileiro, se fizermos força e buscarmos um pouco de conhecimento, conseguimos chegar até mesmo em 2001, quando a jornalista Rosana Hermann criou o primeiro blog sobre RS (sigla pra reality show que usaremos a partir de agora) aqui no Brasil para acompanhar a pioneira Casa dos Artistas do SBT. O blog se chamava tv.blig.ig.com.br (print no topo do post) e inacreditavelmente consigo lembrar disso até hoje. Graças ao absurdo de acervo do archive.org consegui achar isso aqui que  é um registro offline do próprio blog que vos falo. Entrem e deleitem-se com o que foi o PRIMEIRO blog sobre RS no Brasil. Confesso que descobri o archive.org agora e quase chorei aqui revendo o blog da Rosana depois de mais de dez anos.

E já que estamos em fase de nostalgia, aproveitei ontem os conselhos e ensinamentos de nossa best DJ Simone Francieli (co-fundadora da Rádio Nadessa e minha consultora para assuntos aleatórios de informática) e consegui extrair do Twitter um arquivo com, simplesmente, a totalidade das minhas mais de 30 mil postagens, organizadíssima por ano e mês de publicação. Sabem sobre o que  foi o meu primeiro tweet em 21 de julho de 2009? A Pitty ficaria orgulhosa.


Isso foi quando eu acabara de criar minha conta no Twitter, desde então sempre como @portrasdolimbo, pois em 22 de dezembro de 2008 criamos o blog Por Trás do Limbo e por que não aproveitar a ferramenta de uma nova mídia social pra divulgar o meu blog com o meu próprio user?

E assim foi, entre postagens no blog PTdoL e no chamado mini blog Twiter, que chegamos até aqui. Temos que reconhecer que este ano de 2013 foi diferente, pra não ser dramático e dizer mágico, quando na verdade o foi. Nunca antes eu havia feito parte de uma mobilização tão grande nas mídias sociais em prol de, mais do que pessoas, uma mesma opinião. E é essa a grande diferença que as grandes mídias sociais trouxeram aos RSs exibidos atualmente. Essa capacidade absurda de aglutinação instantânea de milhões de pessoas que se apaixonam por esse ou aquele participante ou que se revoltam com 'injustiças' que por ventura possam ter sido exercidas sobre os seus. Assim nasceu, na minha modesta opinião, a unidade mais forte vista até hoje em defesa de um conceito em um RS. Assim nasceram vocês, crescendo e aparecendo para o mundo. Assim algum filho de Deus abençoado acordou de bem com a vida e denominou essa unidade de Nadessa, esse grupo de pessoas que extrapola qualquer tipo de faixa etária ou limite geográfico e está espalhado não só pelo Brasil, mas por lugares que eu nem sei determinar. Todos despertados pelo instinto de proteger os seus.

Atualmente tenho muito prazer em pertencer a um grupo que conseguiu fazer mobilizações de milhares de pessoas, cada um à sua forma. Sou orgulhosamente obrigado a mencionar a Rádio Nadessa, idealizada por nossa (novamente) Simone Francieli que reuniu através dessa idéia cinco pessoas que foram fundamentais neste processo. Sabemos e temos consciência que todos que participaram de alguma forma tiveram sua importância fundamental e insubstituível. Mas tenho que citar essas três (além da Simone) que nos fortaleceram de tal forma que em nenhum momento nenhum de nós se deixou esmorecer, e as tentações para isto foram grande. A Thay do @SuporteGanacin, Rafa do @SuporttNasser e a @AnaLuu_  foram pessoas que ajudaram-se entre si e a todos nós, de forma que estão sendo recompensadas com esse presente, porque é um presente, chamado Rádio Nadessa.

Conversar com vocês tem sido de uma importância absurda para todos nós. Descobrir que não estivemos reunidos nesses três meses apenas por Nasser e por Andressa, mas sim, por uma coisa muito maior, que chama-se identificação de valores. Podemos divergir em algumas opinões sim, como é normal, mas a unidade está formada. Quem chegou até aqui conosco, sinta-se parte disso, independente do que passou e do que está por vir. Vocês fizeram história neste ano. Tenham certeza que daqui a alguns, alguém estará pesquisando na net sobre o ano de 2013, quando alguns loucos se uniram e transformaram através de mídias sociais o resultado final da versão do Big Brother mais vista no mundo até então.

Ah... Não poderia esquecer de mencionar uma pessoa que tem feito parte de minhas madrugadas pela web depois que saí do trabalho e tive oportunidade de ficar acordado sem tanto peso na consciência. A Júlia, do @NadessaApoio. Vocês a conhecem? Se não, conheçam-a, não vão se arrepender.

E foi assim que ela fez sua primeira abordagem a minha pessoa. Pegou-me pelo meu ponto mais fraco, que é o reconhecimento pelo que eu faço com mais amor.






sexta-feira, 29 de março de 2013

AS SANTA VENCEDORAS




Significado de CANONIZAR: v.t.d. Aprovar, certificar ou proclamar santo, de acordo com as normas ou rituais determinados pela igreja, geralmente, refere-se a uma pessoa já falecida. (Etm. do latim: canonizare)
Em Sexta-Feira Santa vamos falar de Santa ? Voltemos a abordar o mais polêmico dos assuntos ao longo de toda a edição do BBB13. A canonização de Andressa Ganacin como Santa do Pau Oco do BBB13 se deu no dia 26 de fevereiro perante um público aproximado de 18 milhões de expectadores, distribuídos em 5,5 milhões de domicílios, considerando uma média de 29 pontos de audiência que esta edição alcançou. Números razoáveis para uma canonização, principalmente se a Santa for do Pau Oco e a Igreja também.

Presenciávamos naquela terça-feira de paredão, talvez, o VT de maior prejuízo à imagem de um participante em toda a história do BBB. Não vamos falar sobre o teor do mesmo em si, pois muito já se falou sobre isso. Se quiserem se aprofundar nas informações transmitidas na compilação desconexa de falas e imagens, leiam esse post aqui do Por Trás do limbo e esse aqui do @_Urgh no Cartas. Naquele 26 de fevereiro, pelos cálculos do IBOPE, 18 milhões de expectadores eram presenteados finalmente com a sua vilã do BBB Crazy. Passávamos ali da metade do programa e os contornos maniqueístas que os editores sempre buscam para aglutinar torcida em prol de rejeição, perigosamente, ainda não estavam desenhados. Sobrou pra Santinha o ônus de vilã. Que ônus que nada... Transformamos o ônus em BÔNUS, e aí que escrevemos um capítulo que vai ficar pra sempre registrado na história do Reality Show brasileiro. A da luta de uma minoria desfavorecida (olha eu me fazendo de perseguido....) contra uma gigante que diariamente bombardeava informações da forma que queria e sem nenhum comprometimento com a verdade, aos seus 18 milhões de expectadores.

Vamos aos números. Se tivemos aproximadamente 40 milhões de votos na final, a distribuição dos mesmos considerando os percentuais divulgados se deu da seguinte forma em termos de milhões de votos: 3,5 pra Andressa, 11,3 pro Nasser e 25,1 pra Fernanda. Considero 25 milhões de votos um PÍFIO desempenho para alguém que teve diariamente, ao longo de 78 dias, sua imagem exaltada e enaltecida para 18 milhões de expectadores. Em contrapartida, os quase 15 milhões de votos que Nasser e Andressa receberam em seus favores foram o INACREDITÁVEL e ESPETACULAR resultado de uma semente que plantamos aqui, nessa net que vos fala. Lembro como se fosse hoje quando eu e a Thay do @SuporteGanacin confabulávamos sobre como iniciar esse processo que culminou no que estamos vendo atualmente. Naquele momento, tínhamos apenas como instinto fazer alguma coisa, qualquer que seja, em defesa da Andressa. Que fosse num blog, no twiiter, ou em qualquer outra rede social, mas nosso alento naquele momento era não cruzar os braços diante do que estávamos vendo, e sim disseminar ao máximo o que estavam fazendo com aquela guria de 23 anos de Cianorte.

E assim o fizemos. Viver para assistir a Andressa escorraçar a Kamilla (tão beneficiada pelas edições) com 68% em um paredão triplo nunca terá preço. Isso foi um momento IMPAGÁVEL. Depois ainda contar com a inteligência e sorte dessa mesma guria paranaense para que conseguíssemos cravar de forma inédita uma 'vilã' na final do BBB, novamente, acho que não merecia tanto. Nunca imaginávamos que quando plantávamos aquela semente quase três meses atrás, teríamos isso pra colher.

Enfim. O Brasil escolheu sua santa. Nós escolhemos a nossa. A que escolhemos, tenho certeza que é do PAU CHEIO. Já a que o Brasil escolheu, absorvendo sem nenhum discernimento o que lhe era oferecido, foi aquela que rezava em voz alta para agradecer aos céus quando alguém de seu grupo voltava do paredão, aquela que se dizia perseguida quando na verdade era uma voraz perseguidora, aquela que analisou o perfil dos vencedores e buscou transparecer um pouco de cada, aquela que se vitimizou em todas as oportunidades que teve, aquela que construiu um conto de fadas de amor do mais constrangedor e piegas que já vi até hoje no BBB, aquela que teve tudo em seu favor ao longo de 78 dias de edição, até mesmo o inacreditável de ter um blog hospedado e linkado no site oficial do programa, diariamente denegrindo a imagem de qualquer outro que não fizesse parte do Castelo e exaltando e enaltecendo o príncipe e a princesa de lata, aliás, de papel alumínio, de tão verdadeiros que eles eram.

VIVA ANDRESSA GANACIN
VIVA A SANTA DO PAU CHEIO

segunda-feira, 25 de março de 2013

O IMPROVÁVEL CADA VEZ MAIS PERTO [2ª parte, Nasser Rodrigues]





No dia 13 de fevereiro fiz dois textos que mudaram o rumo desta edição, pelo menos para mim. No primeiro exaltava a Andressa e derramava toda a minha revolta com a sociedade por naquele momento querer julgar e já condená-la. No segundo texto, feito logo após a edição da TV aberta, fazia uma previsão do que poderia estar por vir a partir de uma das maiores mancadas da história do BBB, quando Nasser não interpretou da forma correta o direito de dar o poder do veto e presenteou justamente quem ele queria tirar da prova do líder com o poder de tirá-lo. Naquele dia, logo após a cagada de Nasser no 'ao vivo', fiz um post chamado 'Obrigado Nasser, meu bom'.  Via ali uma grande trajetória que poderia estar sendo escrita a partir de um equívoco cometido pelo gaúcho. Modéstia a parte, como previsto, o erro cometido trouxe à tona a fragilidade que Nasser precisava para sobreviver no jogo naquele momento. Ivan e Andressa rindo de suas próprias desgraças com Nasser nos dias que se seguiram fizeram com que muitos se apaixonassem por eles. 

As circunstâncias que trouxeram Nasser a essa final, sempre estiveram envoltas em suas declarações de confesso jogador aliadas à sua capacidade de contrastar essa característica com uma sensibilidade única nesta edição. Atrevo-me a dizer que Nasser, dos 16 que estiveram ali, foi o participante que mais se sensibilizou e acusou a pressão do jogo em si. Era muito interessante e contraditório ver o Gaúcho, dito por si próprio jogador e pelos outros frio e calculista, se debulhar em lágrimas mediante qualquer situação que exigisse um pouco mais de demonstração de sentimento. É o tipo de contradição boa, que adoramos ver. E a suavização de seu jogo foi acontecendo em paralelo ao sentimento que cada vez mais ele desenvolvia por Andressa. Não sei se Andressa é responsável direta por esta mudança de Nasser ao longo do programa, mas se não foi diretamente, ao menos foi quem deu a oportunidade de uma expressão maior e mais clara dos sentimentos do rapaz. E talvez, se Nasser não tivesse a encontrado pela sua frente, poderia ter carregado o ônus por mais tempo de jogador frio e calculista que em alguns momentos tentaram lhe impor. E prestem bem atenção, não estou tirando o mérito de Nasser. Apenas estou dizendo que Andressa foi o fator que fez com que ele tivesse o desequilíbrio emocional necessário pra ser visto como um jogador que 'jogava com o coração', como ele mesmo mencionou recentemente em seu paredão com Fani.

Como já havia falado em outras oportunidades, Nasser é o cara que gostaríamos de ter como irmão ou amigo de infância. Tipo aquele cidadão que sabemos que sempre estaria ao nosso lado em um momento de  dificuldade. Deu demonstrações de que quando 'fecha', 'fecha' de verdade. A transparência com que sempre fez suas colocações dentro da casa, tanto para aliados quanto para adversários, nos faz acreditar de fato que esse Gaúcho é assim aqui fora, sem tirar nem por. Sorte da Tai e do Stefano que têm, este por enquanto vendedor, como grande amigo. Sorte dos pais que o têm como filho. Sorte a nossa que o tivemos durante esses quase três meses como participante de um reality show transmitido 24 horas para nossas residências.

O milhão e meio pode vir ? Pode. É improvável ? É. Mas para essa torcida  não foi sempre assim desde o início desta edição? Em algum momento desistimos em função das poucas probabilidades que tínhamos? Se o tivéssemos feito nem estaríamos aqui falando sobre esse assunto. Talvez a essa altura, estivéssemos sendo obrigados a acompanhar Elieser e Kamilla nessa final. Ao menos, e no mínimo, tivemos a oportunidade de conhecer e conviver com este GRILO durante 78 dias. Tenho certeza ABSOLUTA que NASSER RODRIGUES, independente de qualquer resultado amanhã, já escreveu parte da história deste programa. Ficará, com esse jogo reto, confesso e de coração, guardado em nossas memórias por muito tempo. E se o milhão e meio não vier, já sabemos o por quê. Não será por demérito, mas sim por uma competição que foi travada com armas completamente desiguais. Em qualquer outra situação, Nasser e Andressa se revezariam facilmente em 1º e 2º lugares por tudo que construíram ao longo do programa. Se isto não acontecer, faremos com que se sintam assim a partir de amanhã a noite, pois, definitivamente, fizeram por onde assim serem recebidos aqui fora.